Virada na RMR credencia PSB. Fatura do PT pode vir em 2020

Publicado em 29/10/2018 às 12h00
Governador Paulo Câmara (centro) reverte votos a favor de Fernando Haddad na Região Metropolitana. Em muitas cidades, inclusive no Recife, o petista havia perdido para Jair Bolsonaro no 1º turno

Governador Paulo Câmara (centro) reverte votos a favor de Fernando Haddad na Região Metropolitana. Em muitas cidades, inclusive no Recife, o petista havia perdido para Jair Bolsonaro no 1º turnoFoto: Divulgação

Em Pernambuco, o resultado das urnas, ontem, foi marcado por uma virada na Região Metropolitana. Nacionalmente, a vitória de Jair Bolsonaro, do pequeno PSL, com 55% contra 44% de Fernando Haddad, rompeu a habitual polarização entre PT e PSDB. No Estado, o governador Paulo Câmara entregou o resultado prometido ao PT. No Recife, Fernando Haddad obteve, neste 2º turno, 52,50% (tinha 30,05% no 1º turno) contra 47,50% (tinha 43,14%) do capitão reformado. Como a coluna cantara a pedra, virar o placar na RMR era a meta estabelecida pelo Palácio das Princesas para essa segunda fase da campanha. A virada repetiu-se em cidades como Olinda, onde Haddad atingiu 56,51% (tinha 34,56%) e Bolsonaro, 43,49% (tinha 40,24%,). Em Jaboatão, o petista teve 53,38% (tinha 33,91%) contra 46,62% do capitão (tinha 43,18%). No último discurso, feito ao lado de Fernando Haddad, em Pernambuco, na última quinta-feira, Paulo Câmara prometera: "O povo de Pernambuco não vai te faltar". Diz a máxima que promessa é dívida e a apuração, ontem, no Estado, terminou assim: Haddad com 66,50% e Bolsonaro, com 33,50%. A necessidade de reverter o placar a favor do petista ganhou mais eco nos corredores do Campo das Princesas depois que pesquisa Ibope indicara, na última terça-feira, que Haddad passara a liderar a corrida na Capital paulista. A referida amostra indicava o seguinte: Fernando Haddad com 51% x Bolsonaro, com 49%. O petista terminara o 1º turno, lá, com 19,7%, enquanto Bolsonaro tivera 44,58%. Ontem, encerrada a apuração, a cidade de São Paulo deu 60,38% a Jair Bolsonaro e 39,62% a Haddad, o inverso do que a amostra do Ibope sugerira. Na corrida de 2º turno pelo Palácio dos Bandeirantes, o socialista Márcio França (48,25%) foi derrotado pelo tucano João Doria (51,75%), o que contribui para reforçar o peso da ala pernambucana do PSB. Entregando o que prometeu no 2º turno, além de ter colaborado para a reeleição do senador Humberto Costa, o governador Paulo Câmara sai da disputa como credor do PT para eleição de 2020 no Recife.

"Conversa para boi dormir"

O senador Humberto Costa, que acompanhou, ontem, a apuração em São Paulo, ao lado de Fernando Haddad, à coluna, definiu como "conversa para boi dormir" os rumores que circularam, ontem, sobre Fernando Haddad migrar para o PSB após a derrota.

Nem vem > No QG de Márcio França, ainda no início da tarde de ontem, a hipótese ventilada de Haddad atravessar para as hostes socialistas foi definida como "factóide para turma de Doria para prejudicar Márcio".

Nas internas > A aliados, o presidente nacional do PSDB, Geraldo Alckmin, registrou que pretende deixar a política.

Bola de cristal > Sobre as críticas ao PT por não ter cedido à composição com Ciro Gomes, Humberto Costa diz: "Ninguém de nós é adivinho. E, se Ciro tivesse voto, tinha chegado ao 2º turno". Grifa que prioridade do pedetista era aliança com o centro.

Termômetro > No início da tarde de ontem, com base na Datafolha divulgada anteontem (França com 51% e Doria com 49%), havia tucanos dando derrota de João Doria como fato.

Balança > No PSDB, já se fala em "acelerar mudanças" internas. Leia-se: reduzir peso de São Paulo. Isso se daria mediante votação para o comando nacional da sigla com participação de todos os filiados. O método eliminaria o costumeiro “acordo”.

Tamo junto > João Doria, em entrevista ontem, registrou a presença de Bruno Araújo. Deputado acompanhou apuração em SP.

FonteFolha de PE.

Enviar comentário

voltar para Blog

bdt b02|left|||||login news bdt b02|bdt b02|bdt b02|login news bdt b02|b02 bdt|bdt b02|content-inner||